Para não esquecer

Os perrengue, migue, eles não param. Acho que faço parte do pequeno grupo de pessoas que não reclamou do ano de 2016. Talvez porque eu me recordo que, pelo menos nos últimos 3 anos, todo fim de ano é a mesma coisa: gente reclamando de gente morrendo, gente reclamando de falta de dinheiro, de trabalho, de amigos…enfim, reclamação atrás de reclamação. Ou talvez porque eu não acredito que culpar um ano inteiro pelas merdas que acontecem na vida sejam a solução para qualquer coisa. Todo ano é difícil pra caralho e se não fosse, quem estaria aqui hoje para olhar para dentro de si mesmo e perceber que tá vivo e mais forte?

Eu posso me esquecer, com uma certa frequência desagradável, de agradecer por muita coisa boa que me acontece, mas eu tô sempre otimista, mesmo no meio de uma crise de ansiedade e preocupação. Porque eu não suporto gente pessimista e, para mim, reclamar de qualquer coisa nessa vida é um baita golpe de ingratidão a tudo que acontece. Sim, existem coisas horríveis acontecendo todos os dias, mas você já parou para pensar no tanto de coisas boas que também estão acontecendo? Eu não tenho um trampo fixo ou a quantidade de freelas que gostaria/preciso para viver de boa com as contas, mas por uma grande sorte do universo ou sei lá de onde saem coisas boas, eu estou bem de saúde. Sabe essas coisas? A gente não se dá conta e é mais fácil reclamar do maldito ano que deu um monte de coisa errada, do que parar por pelo menos um segundo e perceber o tanto de coisa que deu certo.

Muitas vezes os problemas doem fisicamente e tudo bem sentir essa dor, mas nada dura para sempre, nem a dor, nem os problemas e uma hora tudo se ajeita. Talvez menos do que nossas expectativas, mas se ajeita sim. Eu nem tô aqui escrevendo esse texto para te dar um conselho ou mostrar o quanto sou evoluída por não reclamar da vida, mas para me lembrar de que tudo que me preocupa agora, vai ficar para trás amanhã. Mesmo que esse amanhã leve dias, meses ou até mesmo anos para chegar, ele vai vir. Enquanto isso eu dou as mãos ao universo de coisas boas e fico grata por existir paz no meio de uma tempestade.

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Polaroid #35

Eu bati meu recorde em posts no instagram agora em janeiro, foram mais de 50! Hahaha, teve tanta #selfie que eu mesma não aguentava mais olhar pra minha cara – mentira – , mas me lembrou um projeto que eu havia pensado pra fazer em 2015 e que resolvi adiar até o meu aniversário….surpresa. Enquanto isso segura essas selfies:

jan-2015-01

– muita ~champa~ na virada de ano pra trazer muita riqueza em 2015;
– verãostentação, porque água tá pouca e ter piscina é luxo;
– foi complicado segurar o bronze de inverno e falhei na missão;
– Alice ficou dodói pela primeira vez;
– também trocou umas ideias com um príncipe que mora na nossa varanda;
– um pouco mais de preguiça e piscina
– céu cor-de-rosa;
– e pau de selfie!

jan-2015-02

– #terçasemmake, mas na verdade 90% das minhas selfies são de cara limpa;
– depois de 5km, derretida e feliz;
– comprinhas na liquidação da LUSH, graças a Patty que saiu contando pra todo mundo;
– Alice abre a câmera do celular, escolhe um filtro e…tira uma #selfie;
– pés nos chão pra renovar as energias;
– dias bonitos de sol e calor não tão bonito assim;
– voltei a usar franjinha, eeee!;
– o último café que tomei nessa xícara que perdeu a asinha.

jan-2015-03

– foi difícil não virar peixe nesse verão;
– teve photoshoot no Ibirapuera;
– Eros desmaiado;
– amigas e um churrasco em casa que não acaba nunca;
– um dia em 1990 ouvindo CDs no carro;
– muito calor pós trabalho e um viva pro ar-condicionado;
– casal que eu amo;
– eu derretendo e Alice revirando tapetes.

jan-2015-04

– muito calor pra trabalhar no meu home-office, tive que me mudar pra sala;
– muita ansiedade reinando nas madrugadas insones e pensantes;
– muita maturidade ostentando minha capinha de celular;
– um beijo pra frente fria <3,
– o que acontece quando você agacha? vira pocotó de neném;
– Duff, o cão que usa travesseiro;
– #selfie sardenta;
– uma das noites que eu levei o Netflix pra dormir comigo.

jan-2015-05

– e teve maratona de filmes em um sábado sem Alice;
– #selfie do sofá, maior companheiro do mês;
– reencontro com amiga amada;
– mais sofá;
– dia de cuidar dos cabelos pra ver se dá jeito na juba;
– Alice transformando meus cambitos em passagem;
– verde, azul e amarelo;
– #selfie da miopia.

jan-2015-06

– meu gênio da lâmpada quebrou, desejei pizza e ele mandou issaí;
– tenho coisas com céu e fim de tarde;
– escada para o paraíso (meu quarto, hahaha);
– uma #selfie na cortina do quarto de Alice;
– retocar a juba porque me esqueço que não sou ruiva natural;
– muita insônia;
– #tbt de 2009 quando eu trabalhava no Vegas e saí na revista DJ Mag;
– Alice comeu toda a banana…no wait;
– lembrei que tinha vinho do porto em casa;
– fiquei vintage e botei meus discos pra tocarem.

E foi assim, ficou tudo meio fora de ordem porque me atrapalhei, montei errado e muita preguiça envolvida pra arrumar depois de pronto.

Essa foi minha vida no mês de janeiro, de acordo com o meu instagram. Você também pode me seguir no instagram para ver todas as fotos que posto por lá ou ver todas os posts da sessão Polaroid aqui do Salateando.

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Sobre o fim, a dúvida e o recomeço

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Quem me acompanha nas redes sociais já deve saber, ou pelo menos desconfiar, que eu estou solteira. Não tem nenhum mal nisso e não preciso de ninguém lendo com aquela cara de “ah, putz, ela virou mãe solteira”. Se você fez essa cara volta pro início e lê de novo sem fazer isso. A vida vive nos surpreendendo e eu não vim aqui dizer porque meu relacionamento com o pai da Alice chegou ao fim. Afinal, não sou celebridade nenhuma pra sair dando nota pública. Às vezes dois caminhos se cruzam e continuam nas direções que estavam indo ao invés de caminharem juntos. E é só isso que eu tenho a dizer a respeito e que pra mim não existe esse lance de mãe solteira como definição de estado civil. Sou mãe e estou solteira, são duas coisas diferentes.

Acontece que esse foi um dos ciclos que encerrei ano passado, como disse em outro post, o que acabou me levando a repensar uma série de coisas e, inclusive, o destino do Salateando. É, eu sei que reformulei layout, organizei as categorias, as tags e fiz todo um planejamento bonitinho para ter posts bacanas que me dessem prazer em escrever e que pudessem ser úteis de alguma forma para quem lê. Mas sabe, fui prolongando minhas férias daqui e estamos quase no final de janeiro e eu simplesmente não tive um pingo de vontade de sentar a bunda na cadeira pra escrever um post. Ideias não me faltaram e até fiz um monte de rascunhos mentais sobre coisas que achei interessante, mas deu preguiça. Comecei a repensar de novo o que eu quero pra mim esse ano, definitivamente. Sim, é claro que eu amo o blog, justamente por ele não me dar obrigação nenhuma, porque todas as vezes que eu resolvi escrever um novo post eu fiz com amor e prazer.

Todo ano eu fico um tempo sem escrever por aqui e isso nunca foi problema pra mim, mas dessa vez é diferente. Sempre que eu vejo as estatísticas me surpreendo porque os números não mudaram, você continua vindo aqui, nem que seja pra ver se tem novidade ou pra ler um post antigo, mas você vem. E, por mais que eu não me importe com estatísticas, isso me fez pensar de uma outra maneira. Deixar o Salateando de lado passou a não ser mais uma opção, então eu simplesmente comecei a escrever esse texto, sem saber exatamente o que dizer. Só sei que eu estou tão feliz planejando tantas coisas pra minha vida que eu tenho ficado exausta no fim do dia, quando não passo a madrugada editando fotos. Tá legal viver, sabe? Mesmo que no mesmo espaço, com as mesmas coisas, mas com um novo olhar.

Eu espero que você continue gostando do que eu, eventualmente, virei postar por aqui, só não espere que eu volte logo com toda empolgação que eu tinha no fim do ano quando escrevi sobre o novo layout. Ficar 15 dias sem ligar o computador me fez perceber um mundo tão novo que estava bem aqui onde eu vivo e eu tô curtindo ele agora. Daqui a pouco eu volto, não devo demorar. Juro que não é hiatos. Enquanto isso me acompanha pelo instagram: @salateo.

Obrigada! <3

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