Cotidiano em fotos #02

Cae fez 3 meses, cabô extero-gestação! E o que isso significa? Significa, de forma bem simplificada, que Caetano já é um bebê pronto pra viver nesse mundão, sem tanta necessidade de acolhimento similar ao útero. Na prática isso significa que os dias já estão mais tranquilos. Toda dificuldade da amamentação foi superada e os cochilos diurnos estão mais regulados. Já não preciso ficar com ele no colo o tempo inteiro, apesar de ser uma delícia os 7kg de bebê cansam demais e poder colocar ele no berço ou na cadeirinha de balanço sempre que dorme é, sim, um baita alívio. Agora ele também já dorme no berço a noite toda, só compartilhamos a cama quando está muito frio ou quando percebo que ele está tendo alguma dificuldade em ficar sozinho no berço. Como o berço fica ao lado da cama continuo dormindo olhando pra ele, porque bebê dormindo é uma coisa tão linda que eu não vou superar nunca!

Falta pouco pra ele começar a dar gargalhadas, vez ou outra faz um barulhinho de quem vai rir de verdade. Já sabe que a mão é dele e que pode enfiar na boca a hora que quiser e se diverte com o móbile ou qualquer coisa que balance na sua frente. Adora as palhaçadas da irmã, é só ouvir a voz da Alice que já abre um sorrisão. Esse ultimo mês passeamos bastante, teve o meu aniversário, festas juninas e aniversário do papai! Como eu tive hiperlactação nos primeiros meses, amamentar fora de casa, pra mim, era terrível, então quase não saímos. Com essa questão resolvida e ele maiorzinho deu pra sair com mais calma e Caetano muito simpático e tranquilo curtiu os rolês. E os nossos dias foram assim:

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Cotidiano desde que ele chegou

Hoje Caetano completa 2 meses e eu não tive tempo de fazer muita coisa, muito menos publicar no blog ou fazer meu relato de parto. Só pra não passar em branco esses dias malucos e deliciosos com ele ao nosso lado, deixo aqui alguns momentos desde 10 de abril de 2017.

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Para não esquecer

Os perrengue, migue, eles não param. Acho que faço parte do pequeno grupo de pessoas que não reclamou do ano de 2016. Talvez porque eu me recordo que, pelo menos nos últimos 3 anos, todo fim de ano é a mesma coisa: gente reclamando de gente morrendo, gente reclamando de falta de dinheiro, de trabalho, de amigos…enfim, reclamação atrás de reclamação. Ou talvez porque eu não acredito que culpar um ano inteiro pelas merdas que acontecem na vida sejam a solução para qualquer coisa. Todo ano é difícil pra caralho e se não fosse, quem estaria aqui hoje para olhar para dentro de si mesmo e perceber que tá vivo e mais forte?

Eu posso me esquecer, com uma certa frequência desagradável, de agradecer por muita coisa boa que me acontece, mas eu tô sempre otimista, mesmo no meio de uma crise de ansiedade e preocupação. Porque eu não suporto gente pessimista e, para mim, reclamar de qualquer coisa nessa vida é um baita golpe de ingratidão a tudo que acontece. Sim, existem coisas horríveis acontecendo todos os dias, mas você já parou para pensar no tanto de coisas boas que também estão acontecendo? Eu não tenho um trampo fixo ou a quantidade de freelas que gostaria/preciso para viver de boa com as contas, mas por uma grande sorte do universo ou sei lá de onde saem coisas boas, eu estou bem de saúde. Sabe essas coisas? A gente não se dá conta e é mais fácil reclamar do maldito ano que deu um monte de coisa errada, do que parar por pelo menos um segundo e perceber o tanto de coisa que deu certo.

Muitas vezes os problemas doem fisicamente e tudo bem sentir essa dor, mas nada dura para sempre, nem a dor, nem os problemas e uma hora tudo se ajeita. Talvez menos do que nossas expectativas, mas se ajeita sim. Eu nem tô aqui escrevendo esse texto para te dar um conselho ou mostrar o quanto sou evoluída por não reclamar da vida, mas para me lembrar de que tudo que me preocupa agora, vai ficar para trás amanhã. Mesmo que esse amanhã leve dias, meses ou até mesmo anos para chegar, ele vai vir. Enquanto isso eu dou as mãos ao universo de coisas boas e fico grata por existir paz no meio de uma tempestade.

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