Tudo bem ser muito

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Meu ano tem sido tão cheio de mudanças que aquela velha história do “o que tiver que ser, vai ser” nunca fez tanto sentido para mim como faz hoje. Trabalho, diversão, relações pessoais e profissionais. Tudo tomou um novo rumo e eu soube, mesmo me equilibrando em corda-bamba, lidar muito bem com cada situação e pude deixar que o tempo ditasse todas as regras. No meio disso tudo teve carnaval, catuaba, festas, reencontros, encontros e muitos desencontros. Botei algumas regras na minha cabeça e passei a seguir a linha do tempo da minha vida dando um passo de cada vez. Como escrever ou ler um livro. Não dá para pular para o próximo capítulo sem encerrar um outro. A pressa se mostrou minha amiga e me deu um tempo, tudo está fluindo com calma, mesmo quando sou pega de surpresa.cymera_20161029_163842

Embora eu não consiga ter certeza de nada a longo prazo, eu sei muito bem que determinadas escolhas são para sempre. Talvez por isso eu vivo evitando me jogar de cabeça em tudo. Afinal de contas, são 30 anos de impulsividade e emoções à flor da pele. Ouvir a vida toda que você é muito emoção e pouco razão não é tão simples quanto parece, mas acontece que eu sou assim e hoje eu não vejo porque enjaular minha intensidade. Tudo que eu sei e vivi, pessoal e profissionalmente são frutos de todo esse meu exagero. Talvez por isso eu passe tanto tempo longe do blog por estar mais interessada em outras áreas da minha vida ou por eu exercer 5 atividades profissionais ao mesmo tempo, porque eu só sei ser muito. E ser muito não é ruim. Já me atrapalhou demais, mas hoje, com toda calmaria que eu resolvi deixar entrar no meu coração e na minha vida, eu sei levar esse tudo numa boa. Foi assim que eu consegui vencer a tricotilomania puxada que me dominou por mais de 10 anos, também foi assim que eu consegui ter calma e estar há 6 meses sem ter uma crise de ansiedade.

A vida é um exercício de se aceitar, entender e amar. A gente vai transbordando o que somos pelas beiradas e pensamos só no que estamos deixando escapar, enquanto aqui dentro tem tanto a ser explorado. Eu não me cobro mais. Não preciso enlouquecer porque eu tenho que ser todo dia uma mãe excepcional, postar no blog assuntos mais relevantes para quem lê do que para mim mesma, conseguir 30 clientes por dia para cada tipo de serviço que eu presto, além de dar conta de administrar uma empresa e minha vida pessoal. Tá tudo bem se faltar um pouquinho aqui ou ali. Se num dia eu chorar assustada com tudo isso, tá tudo bem também. Entendi que quando me dedico mais a mim e me cobro menos por não ser perfeita em todas as áreas da minha vida, eu consigo realizar as coisas com muito mais carinho e atenção. Não é fácil, tem dias que são uma merda, a ansiedade e as frustrações ainda moram aqui dentro de mim, eu só não deixo mais que sentimentos ruins, que me tiram de mim, dominem todos os outros sentimentos bons que também existem aqui. E tá tudo bem. Às vezes a gente só precisa respirar.

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Paris 100 anos depois por Christopher Rauschenberg

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Enlèvement de Déjanire, par Marqueste, jardin des Tuileries, 1907-08/1998
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Place du Pont-Neuf, 1899/1998
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Jardin des Tuileries, 1907/1998
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Au Bon Jardinier/La Passion du Jardin, quai de la Mégisserie, 1902/1997
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Ancienne maison de la maîtrise de Saint-Eustache, 25 rue du Jour, 1902/1997
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Rue des Ursins, 1900/1998

Quem me conhece sabe o quanto eu sou apaixonada por Paris. Ainda criança eu sonhava com a cidade. O sonho se tornou realidade quando, em 2004, eu fiquei em segundo lugar em um concurso de fotografia que me premiou com 7 dias na cidade luz. Desde então eu me pego, vez ou outra, sentindo cheiros e sensações que só existem lá. Foi mais ou menos nessa mesma vibe que o fotógrafo Christopher Rauschenberg começou a fotografar a cidade em 1989, numa espécie de remake de um outro fotógrafo, Eugene Atget, que havia clicado Paris entre 1888 e 1927. É realmente incrível a semelhança entre uma fotografia e outra, principalmente pelo fato de Paris não ter mudado praticamente nada após 100 anos. Veja a série completa.

Christopher Rauschenberg
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Eugene Atget
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DIY Ombré em copos de vidro

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Aparentemente o efeito ombré ainda mora no coração de algumas pessoas, inclusive no meu. Quem me acompanha no snap (segue lá, é salateando) viu que semana passada eu fiz a louca do spray e saí pintando algumas coisinhas. Aí esses dias encontrei esse tutorial bem simples e que fez toda diferença nesse jogo de copos de vidro e já estou até pensando em comprar mais spray para dar um up em algumas peças que tenho por aqui. A ideia é do Studio DIY e lá você encontra o tutorial completo, em inglês mas não tem mistério.

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