Laura Berger

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Softer World
Togetherness
Warm together
We’ll carry this together
World hug

Em plena semana de Woman’s March eu dou de cara com o trabalho lindo de Laura Berger, uma artista inspirada na busca feminina por auto conhecimento e liberdade. Eu tô é apaixonada, viu?

Laura Berger
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Para não esquecer

Os perrengue, migue, eles não param. Acho que faço parte do pequeno grupo de pessoas que não reclamou do ano de 2016. Talvez porque eu me recordo que, pelo menos nos últimos 3 anos, todo fim de ano é a mesma coisa: gente reclamando de gente morrendo, gente reclamando de falta de dinheiro, de trabalho, de amigos…enfim, reclamação atrás de reclamação. Ou talvez porque eu não acredito que culpar um ano inteiro pelas merdas que acontecem na vida sejam a solução para qualquer coisa. Todo ano é difícil pra caralho e se não fosse, quem estaria aqui hoje para olhar para dentro de si mesmo e perceber que tá vivo e mais forte?

Eu posso me esquecer, com uma certa frequência desagradável, de agradecer por muita coisa boa que me acontece, mas eu tô sempre otimista, mesmo no meio de uma crise de ansiedade e preocupação. Porque eu não suporto gente pessimista e, para mim, reclamar de qualquer coisa nessa vida é um baita golpe de ingratidão a tudo que acontece. Sim, existem coisas horríveis acontecendo todos os dias, mas você já parou para pensar no tanto de coisas boas que também estão acontecendo? Eu não tenho um trampo fixo ou a quantidade de freelas que gostaria/preciso para viver de boa com as contas, mas por uma grande sorte do universo ou sei lá de onde saem coisas boas, eu estou bem de saúde. Sabe essas coisas? A gente não se dá conta e é mais fácil reclamar do maldito ano que deu um monte de coisa errada, do que parar por pelo menos um segundo e perceber o tanto de coisa que deu certo.

Muitas vezes os problemas doem fisicamente e tudo bem sentir essa dor, mas nada dura para sempre, nem a dor, nem os problemas e uma hora tudo se ajeita. Talvez menos do que nossas expectativas, mas se ajeita sim. Eu nem tô aqui escrevendo esse texto para te dar um conselho ou mostrar o quanto sou evoluída por não reclamar da vida, mas para me lembrar de que tudo que me preocupa agora, vai ficar para trás amanhã. Mesmo que esse amanhã leve dias, meses ou até mesmo anos para chegar, ele vai vir. Enquanto isso eu dou as mãos ao universo de coisas boas e fico grata por existir paz no meio de uma tempestade.

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Tudo bem ser muito

Meu ano tem sido tão cheio de mudanças que aquela velha história do “o que tiver que ser, vai ser” nunca fez tanto sentido para mim como faz hoje. Trabalho, diversão, relações pessoais e profissionais. Tudo tomou um novo rumo e eu soube, mesmo me equilibrando em corda-bamba, lidar muito bem com cada situação e pude deixar que o tempo ditasse todas as regras. No meio disso tudo teve carnaval, catuaba, festas, reencontros, encontros e muitos desencontros. Botei algumas regras na minha cabeça e passei a seguir a linha do tempo da minha vida dando um passo de cada vez. Como escrever ou ler um livro. Não dá para pular para o próximo capítulo sem encerrar um outro. A pressa se mostrou minha amiga e me deu um tempo, tudo está fluindo com calma, mesmo quando sou pega de surpresa.cymera_20161029_163842

Embora eu não consiga ter certeza de nada a longo prazo, eu sei muito bem que determinadas escolhas são para sempre. Talvez por isso eu vivo evitando me jogar de cabeça em tudo. Afinal de contas, são 30 anos de impulsividade e emoções à flor da pele. Ouvir a vida toda que você é muito emoção e pouco razão não é tão simples quanto parece, mas acontece que eu sou assim e hoje eu não vejo porque enjaular minha intensidade. Tudo que eu sei e vivi, pessoal e profissionalmente são frutos de todo esse meu exagero. Talvez por isso eu passe tanto tempo longe do blog por estar mais interessada em outras áreas da minha vida ou por eu exercer 5 atividades profissionais ao mesmo tempo, porque eu só sei ser muito. E ser muito não é ruim. Já me atrapalhou demais, mas hoje, com toda calmaria que eu resolvi deixar entrar no meu coração e na minha vida, eu sei levar esse tudo numa boa. Foi assim que eu consegui vencer a tricotilomania puxada que me dominou por mais de 10 anos, também foi assim que eu consegui ter calma e estar há 6 meses sem ter uma crise de ansiedade.

A vida é um exercício de se aceitar, entender e amar. A gente vai transbordando o que somos pelas beiradas e pensamos só no que estamos deixando escapar, enquanto aqui dentro tem tanto a ser explorado. Eu não me cobro mais. Não preciso enlouquecer porque eu tenho que ser todo dia uma mãe excepcional, postar no blog assuntos mais relevantes para quem lê do que para mim mesma, conseguir 30 clientes por dia para cada tipo de serviço que eu presto, além de dar conta de administrar uma empresa e minha vida pessoal. Tá tudo bem se faltar um pouquinho aqui ou ali. Se num dia eu chorar assustada com tudo isso, tá tudo bem também. Entendi que quando me dedico mais a mim e me cobro menos por não ser perfeita em todas as áreas da minha vida, eu consigo realizar as coisas com muito mais carinho e atenção. Não é fácil, tem dias que são uma merda, a ansiedade e as frustrações ainda moram aqui dentro de mim, eu só não deixo mais que sentimentos ruins, que me tiram de mim, dominem todos os outros sentimentos bons que também existem aqui. E tá tudo bem. Às vezes a gente só precisa respirar.

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