Calçado de verão: alpargatas

Confesso que sempre achei as alpargatas bem esquisitas, talvez por que minha lembrança é de uma de gosto bem duvidoso que minha mãe teve quando eu era criança. Elas foram moda nos anos 80/90 e como ultimamente o mundo fashion tem resgatado muitas referências dessa época, as alpargatas voltaram com tudo. São democráticas porque podem ser usadas tanto por homens como mulheres e praticamente com qualquer peça de roupa. Originalmente eram feitas em lona ou brim, mas sua releitura atual inclui diversos tipos de tecidos e rendas.

Eu gosto muito de usar sapatilhas, mas em dias muito quentes prefiro calçar rasteirinhas e sandálias. Só que dirigir com esse tipo de calçado não é lá muito seguro, nem tão confortável e usar sapatilhas no verão é pedir pra ter chulé no final do dia. Daí que tô super me simpatizando com as amigas alpargatas que possuem tecido leve, têm todo um jeitão confortável e a variedade é tanta que dá pra encontrar modelos bem fofos. Separei alguns modelos que encontrei on-line, olha só:

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Perky triângulo | Pink Connection | Fiveblu Preta | TNG | Bottero | Petite Jolie | Perky Floral | Olook | Miezko | Fiveblu Multicolorida

Lindas não são? Fica até difícil escolher uma favorita. As duas da Perky são bem fofas e alegres. Já a de poá da Pink Connection e a rendada Petite Jolie caminham pra um visual mais romântico e delicado. Pra uma festa à noite a preta com gliter da Fiveblu e a com detalhe em corrente da Miezko são uma ótima pedida. Apesar de cada uma andar pra um estilo diferente, acredito que não existam regras na hora de escolher com que roupa usar, afinal de contas todo mundo pode ter esse tipo de calçado, então sinta-se livre pra combinar com qualquer peça de roupa que quiser. E você, o que  acha das alpargatas, tem alguma?

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Cerâmica, pra vestir ou decorar?

Uma das tendências que estarão em alta nessa primavera são as estampas de cerâmica, ou como muitos dizem, azulejo português. Os desenhos azuis com fundo branco já são velhos conhecidos, mas antes eles ficavam apenas na decoração. Nessa estação todas as fast-fashion da vida resolveram usar a estampa em suas coleções primavera-verão e com certeza você já viu alguém passeando vestindo a estampa e adorou, né? As estampas são lindas, elegantes e delicadas! Existem diversas opções de peças, desde as mais casuais às mais finas, pra agradar todos os gostos.

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Eu gosto das estampas mais discretas em peças leves como vestidos, mas não sei se usaria porque acho que não tem nada a ver comigo. Usaria sem medo na decoração. Sempre quis uma cozinha azul e branca e já imagino esse tipo de padronagem na cozinha, no sofá da sala em almofadas, talvez até um tapete no banheiro. O legal de estarem em alta na moda é que a decoração entra na onda e volta a fazer mais peças assim. Então decorar a casa com cerâmica branquinha e azul vai ficar bem mais fácil também!

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Agora me diz, o que você prefere, cerâmica pra vestir ou decorar? Eu fico com ela pra decoração mesmo e você?

Imagens: Lookbook, Pinterest.
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O que minha adolescência me ensinou sobre a moda de hoje

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Se tem uma coisa que eu fiz bem na minha adolescência foi ser diferente. Quando tinha 14 pra 15 anos percebi porque eu não me encaixava nos padrões do colégio de classe média, onde as meninas faziam luzes nos cabelos e ajeitavam a franja com spray para ficar igual aquele M amarelo da rede de fast-food. Eu comecei a andar na contra-mão de tudo. Resolvi ter cabelo vermelho com mechas rosas, usar tênis de menino e encher os braços de pulseiras coloridas e fluorescentes. Fui à minha primeira Rave no final dos anos 90, quando ainda tinha 14 anos, antes dos meus pais assistirem uma matéria na TV sobre drogas em Raves e me proibirem de voltar em festas assim – pelo menos até os 18 anos. Comecei então a frequentar shows de rock e hard core e mesmo assim ainda ouvia música eletrônica. Nunca entendi essa coisa das pessoas gostarem de um gênero musical e te recriminarem porque você é “eclético”. Eu já sabia me expressar e isso refletia no meu jeito de ser e vestir.

Há algum tempo, antes dos blogs de moda, as pessoas se expressavam muito mais no seu jeito de vestir, as roupas realmente demonstravam a personalidade de cada um porque as pessoas usavam o que, de alguma maneira, representava aquilo que ela é. Depois desse tsunami de Blogs de Moda onde todo mundo entende tudo, o acesso à informação sobre o que sai das passarelas pra vida real se tornou muito mais rápido e prático. Se por um lado seja positivo mais pessoas terem condições de se informarem do que antes apenas uma minoria conseguia, por outro, cada vez mais vemos pessoas uniformizadas pelas ruas da cidade. A linda da Julia Petit até fez um post sobre a uniformização da moda. A primeira vez que eu vi um sneaker da Isabel Marant achei bem diferentão, cogitei comprar um inspired porque eu amo tênis, mas logo desisti. De repente todas blogueiras de moda até as famosas mais cafonas do nosso Brasil estavam usando. Dali, pra todas as marcas nacionais fazerem suas versões, foram apenas alguns segundos. E de repente todo mundo tava usando o tênis com salto embutido e eu comecei a achar aquilo horrível. O mesmo aconteceu com as calças listradas. Pirei quando vi a primeira vez, eu adoro listras, preto e branco e o Beetlejuice, enrolei pra comprar a minha e quando fui ver, até as lojas de bairro estavam vendendo seus modelinhos por R$20,00. O que aconteceu? Mais uma overdose de listras que sabe-se lá quando eu vou ter coragem de usar qualquer coisa listrada na minha vida! Pra mim o problema não é que todo mundo esteja usando que eu não quero, porque sou diferente, mas de tanto usarem eu cansei de olhar pra essas coisas, que dirá vestir.

Até hoje muita gente relembra minha adolescência e fica rindo do fato de eu ter pintado meu cabelo de rosa, branco, por pintar as unhas coloridas e usar roupas neon. Alguns ainda dizem: “Por que não pendurou uma melancia no pescoço? Apareceria mais não acha?” Mas em que planeta dessa sua cabeça pequena eu queria aparecer? Eu fiz todas essas escolhas porque achava bonito, ué! Hoje em dia vejo na rua pessoas com mais de 40 anos com mechas coloridas nos cabelos e ninguém liga, porque já é algo aceitável. O mesmo acontece com unhas coloridas e a moda neon. Agora, o que as pessoas diriam se me vissem usando uma calça listrada e um tênis com salto antes das lojas de departamento venderem seus exemplares? As pessoas não aceitam o diferente, mas se de repente um exército de pessoas começam a usar aquilo que até ontem poucas pessoas usavam, se torna algo bonito e desejo de consumo. Não existe palavra melhor pra expressar o que eu sinto do que a palavra tédio! Tédio de pessoas que não aceitam o diferente, da moda vomitando tudo em excesso em cima da gente e das pessoas consumindo tudo aquilo que vê sem nem perceber que estão sendo uniformizadas. Talvez essa seja uma maneira de algum espião do governo americano identificar quais são as pessoas mais alienadas que passeiam por ai, hahaha!!

Veja bem, não tem problema algum se você usa qualquer uma dessas peças. Até porque acho o cúmulo as pessoas serem julgadas pela aparência. O fato de eu não entender a uniformização no mundo da moda, não significa que esteja te discriminando porque você tem e usa uma calça listrada, ou uma estampa militar, a qual eu acho que o lugar dela é no exército, de onde nunca deveria ter saído. A questão aqui é outra. As regras foram feitas para serem quebradas, portanto quebre as regras da moda, seja você e reflita isso na maneira de se vestir. A nossa aparência é o maior cartaz que temos para expressar nossa opinião, então faça uso sem moderação. Isso significa que se você quer usar sua calça listrada, ou com estampa de cerâmica e colocar a camiseta do seu filho de 7 anos, faça! Não importa se vão rir ou dizer que você está fora da moda porque ninguém tem o direito de impor o que você pode ou não fazer, muito menos vestir! Você tem todo direito de se vestir como quiser, mesmo que não esteja na moda, não vista o que tá na moda porque é o que te disseram que, se estão usando então ficará bom em você. Se ainda assim te falta coragem em fazer e vestir a própria moda, 90% das meninas que me zoavam na escola por ter peitos, compraram os delas alguns anos mais tarde, as pessoas que achavam música eletrônica muito estranha quando eu ouvia, frequentou festas Rave após os 18 anos e quando eu dizia que ia em balada de rock e alguns achavam que eu ficava chacoalhando a cabeça rodeada de cabeludos de preto, hoje frequentam os lugares que eu mais amava ir. Portanto, se expresse, seja livre, independente do que a moda está vomitando em cima de você. Tem gente que faz moda, outros usam moda e alguns inventam moda. Onde você se encaixa?

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